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Diário Materna

Barriga de aluguel entre irmãs realiza o sonho da maternidade

Por: Genics Medicina Reprodutiva e Genômica
Publicado em: 13/11/2010

Casada há cinco anos, Eliana tem o útero fechado, não pode engravidar e foi a partir de uma idéia de sua irmã que ela realizou esse grande sonho.

Eliana conheceu Julian Alfred Orr durante uma festa em São Paulo em 2005. Ele é americano, veio para o Brasil apenas para passar férias, mas acabou ficando no país por seis meses por causa de Eliana. Ao retornar para os EUA, já estava noivo de Eliana que o acompanhou na viagem.

Ela sempre desejou ser mãe e quando se casou, logo começou a tentar a gravidez. Entretanto, Eliana tinha um problema: ela não menstruava desde a adolescência, o que a deixou preocupada. Os médicos dos Estados Unidos disseram que ela tinha o útero fechado e sugeriram a inseminação artificial.

Ela fez a tentativa, mas não deu certo. Os especialistas disseram que ela não conseguiria ser mãe e então, sugeriram que ela realizasse a barriga de aluguel, opção que descartou imediatamente, indo direto para a adoção.

As leis de inseminação em barriga de aluguel são diferentes entre os dois países. Nos Estados Unidos é comum e permitido pela lei enquanto que no Brasil, só é permitida a "doação temporária de útero" e apenas quando a doadora pertence à família da mãe genética, num parentesco de até segundo grau.

Ao saber da impossibilidade de ser mãe, Eliana ficou muito deprimida e ao ligar para a irmã Angélica Oliveira de Souza, 30 anos, que mora no Brasil, para contar o que havia acontecido recebeu a proposta da irmã. “Ela me disse: vem pra cá e eu te empresto minha barriga. Eu gero meu sobrinho pra você. Quero muito realizar seu sonho de ser mãe”. Eliana conta que no começo achou tudo uma loucura e nem cogitou a possibilidade.

Ao vir ao Brasil, procurou outros médicos que descobriram que ela tinha um problema sério no útero e que precisaria de um tratamento a longo prazo. Nesse período Angélica conversou muito com ela e mesmo assim, não conseguiu convencê-la.

Eliana voltou aos EUA e iniciou o tratamento que teve duração de um ano e, mesmo depois dele, os médicos disseram que seria impossível ela engravidar. Na fila de adoção queria muito uma criança brasileira, mas não conseguiu. Então, depois de conversar com o marido, ele a convenceu de tentar a barriga de aluguel de Angélica.

De volta ao Brasil, ela aceitou a proposta da irmã e iniciou todos os procedimentos necessários. “No caso, o processo escolhido foi fertilização in vitro. Os óvulos de Eliana e os espermas de Julian após fertilizados, foram transferidos para o útero da Angélica. O procedimento realizado no Ferti Vitro, com participação do Dr. Luiz Albuquerque, foi um sucesso. E o resultado não poderia ser melhor” explica Dr. Aléssio Calil Mathias, ginecologista e obstetra, diretor do Instituto de Ciências em Saúde e da Genics Medicina Reprodutiva e Genômica.  “Foram 12 dias de muita ansiedade, mas para quem esperou cinco anos, esse prazo era muito pequeno”, conta Eliana.

No dia das mães de 2009, Eliana resolveu fazer uma surpresa para Angélica e apareceu sem avisar ao exame de ultrassom. “Ela levou um susto ao me ver, mas foi naquele dia que descobrimos que eu teria um casal de filhos”, conta Eliana.

Depois de uma gestação tranquila, nasceram Sophia e Octavio, que estão com um mês de vida: “Já estamos de malas prontas para casa, no Colorado – EUA. Agora nossa família está completa”, diz Eliana.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, no Brasil, a barriga de aluguel só é permitida de maneira solidária, sendo ilegal qualquer tipo de negociação financeira. Em contrapartida, em países como Índia, Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, a legislação permite a barriga de aluguel e em alguns estados, inclusive mediante pagamento.

 

 

 

 

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